“-This is a mad house”.
Injetarei meus sonhos em um quadrado de concreto.
Trancarei com as minhas angústias todas as fechaduras das janelas.
Na porta pendurarei o medo.
Seja bem-vindo, pode entrar.
26 quinta-feira abr 2012
Posted in Uncategorized
“-This is a mad house”.
Injetarei meus sonhos em um quadrado de concreto.
Trancarei com as minhas angústias todas as fechaduras das janelas.
Na porta pendurarei o medo.
Seja bem-vindo, pode entrar.
29 quinta-feira mar 2012
Posted in devaneios.
Olho para a gaiola antes de sair, e penso “só quero dar um beijinho nela”, não sei quando o medo desapareceu e surgiu o carinho pelos roedores. Um Camundongo branco mora na minha casa, às vezes a olho e penso que ela é mais uma presa do que um animal de estimação devido o seu tamanho. Ela me faz pensar, ela me faz ficar triste, ela fica o tempo todo presa. Dou o beijo, faço um carinho atrás da orelha, sem saber se ela gosta de ser beijada por um gigante, fecho a porta e a mente vai a mil. Ando, ônibus, metro e Centro, tudo parece normal, tudo parece imerso no mesmo caos e tristeza, odeio São Paulo, odeio Cidades. Penso que um dia em vou me embora, vou poder ter um rato maior, ela nem vai precisar ficar na sua gaiola. Penso em extratos, em comidas, mas logo uma agitação, uns gritos começam a se aproximar, corro até a próxima esquina para saber qual é a tragédia da vez que vai ser contada em casa na mesa do café. Bombas de gás, gritos, sirenes, “Odeio São Paulo”, vários grupos de pessoas correm como se estivessem fugindo do chicote de seus donos, eles torcem o nariz, eles sentem ânsia, outros correm, sobem nos carros, nos bancos, nos postes. Todos os ratos que moravam nos esgotos dominaram as ruas, eles arranhavam, mordiam, passavam por cima das pessoas, saqueavam lojas, e em alguns casos comiam humanos, era uma onda de ratos, cinzas, brancos e pretos, pretos com brancos, todas as cores. O escuro e o lixo não eram mais suficientes para a sua pequena existência. Eu fiquei parada, enquanto eles por onde passavam levavam tudo e a todos, “Já estava na hora de outra espécie morar por aqui” – penso, saio andando, aguardando chegar em casa viva para abrir a gaiola da minha rata e dizer “Agora é a sua vez”. Pelo menos hoje vou sentir que alguma coisa de fato mudou.
30 quarta-feira nov 2011
Posted in devaneios., introspecção.
24 quinta-feira fev 2011
Posted in devaneios., introspecção., Na Guarita
Não gosto de me deixar,
Não gosto de ser sempre dois,
Gosto de ser um, às vezes três ou quatro,
Mais do que isso é infinitamente grande para mim.
Por favor, me deixa ser um que eu sempre vou pensar em dois.
Viva o poema em escadinha.
\o/
26 sexta-feira nov 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Agora eu sinto aquele vento forte que estava batendo na colina, agora eu sinto os passos dos gigantes vindo até mim. É uma guerra que eles criaram, e eu nunca usei uma amardura de verdade, por isso meu corpo é cheio de buracos que nunca vão cicatrizar, eu nunca achei que iria precisar de uma armadura. Quando o vento fica mais frio e a noite chega eu olho pela janela e posso ver toda a melancolia que cobre todas as casas, fecho os olhos e me vejo cavalgando em um corcel negro e veloz. Ele me faz tão bem, esse corcel, parace me levar para longe de todas as coisas das quais eu nunca pensei em conhecer, ele me faz parecer livre de um jeito que eu nunca me senti antes, ele me leva para longe da minha racionalidade comprada, ele me leva para longe, e é para lá que eu quero ir.
18 terça-feira mai 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Uma bomba com destino marcado,
um destino marcado pela bomba.
Um beijo para minha mãe, pro meu pai e para Alá.
A bomba tem meu nome, a bomba é para mim.
Com letras tortas ela vem na minha direção,
Na minha direção.
—
Um artigo num jornal marca:
o número de mortos, o número de barris de petróleo,
o número de ações que despencam – marca o superficial.
A marca dentro de mim é maior, é maior que a queda bolsa,
a marca é viscosa e fétida.
—
Meu amigo diz que o pai dele morreu, meu amigo diz que o pai
dele foi à guerra ( Meu pai foi à guerra foi, não foi).
—
Bianca Landim Moreira
Achei esses trechos de alguma coisa que eu tinha escrito faz um bom tempo, sempre quis achar eles. Com certeza era por que eles significam algo pra mim. Assim como a Dercy, esse blog AINDA VIVE.
13 terça-feira abr 2010
Posted in Uncategorized
“O principal é não mentir. Quem mente para si mesmo e dá ouvido à sua própria mentira chega a tal extremo que não consegue ver nenhuma verdade em si ou naqueles que o rodeiam e, por conseguinte, perde completamente o respeito por si e pelos outros. (…) Quem mente a si próprio pode ser o primeiro a ofender-se. Às vezes, é tão agradável uma pessoa se ofender, não é verdade? O indivíduo sabe que ninguém o injuriou, que tudo não passa de simples invenção, que ele próprio mentiu e exagerou apenas para criar um quadro, para fazer de um grão uma montanha – sabe tudo e, no entanto, se ofende. Ofende-se a ponto se sentir prazer na ofensa e, desse modo, atinge o verdadeiro ódio… Levanta-se; eu lhe peço. Queira sentar-se. Afinal, tudo isso são também gestos falsos…”
- Fyodor Dostoevsky
27 sábado mar 2010
Posted in devaneios.
Fosse eu viver com ela, morrer com ela ou viver sem ela, sabia que nada voltaria a ser como era antes. Preciso sair do Leith, sair da Escócia. Pra sempre. Agora mesmo, não apenas passar seis meses em Londres. As limitações e a feiúra desse lugar tinham sido expostas pra mim, e eu nunca mais o veria com os mesmos olhos. (Irvine Welsh, Trainspotting)
25 quinta-feira fev 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Quando eu nasci meu pai tentou me matar, me afogou nas suas frustrações. Eu sobrevivi por que a minha mãe ouviu o meu choro abafado na sua tristeza. Foi assim que eu vim pro mundo. Desde então meu pai tentar camuflar aquele crime, mas a cada centímetro que eu crescia essa camuflagem se tornava mais frágil e todas as evidências daquele ódio apareciam e me machucavam. Essa dor que eu sinto hoje é incontrolável, e eu desejo desde o dia que eu me conheço por gente ter morrido afogada por ele. Quem sabe assim ele não seria uma pessoa mais feliz, por que eu acho bem difícil e triste conviver com um crime mal sucedido.
23 terça-feira fev 2010
Posted in devaneios., Uncategorized
Eu podia ver você do outro lado do mar, eu podia ver aquela sombra. No dia mais quente do ano, com aquela água quente. Eu podia ouvi-lo. As ondas quebravam e eu as contava. Eu podia ouvi-lo. A saudade era grande, podia ser apenas uma ilusão, mas eu tinha certeza que era você. Eu sorri pro sol mais quente do ano e agradeci.