Gaia Tristeza.
30 quarta-feira nov 2011
Posted in devaneios., introspecção.
30 quarta-feira nov 2011
Posted in devaneios., introspecção.
24 quinta-feira fev 2011
Posted in devaneios., introspecção., Na Guarita
Não gosto de me deixar,
Não gosto de ser sempre dois,
Gosto de ser um, às vezes três ou quatro,
Mais do que isso é infinitamente grande para mim.
Por favor, me deixa ser um que eu sempre vou pensar em dois.
Viva o poema em escadinha.
\o/
26 sexta-feira nov 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Agora eu sinto aquele vento forte que estava batendo na colina, agora eu sinto os passos dos gigantes vindo até mim. É uma guerra que eles criaram, e eu nunca usei uma amardura de verdade, por isso meu corpo é cheio de buracos que nunca vão cicatrizar, eu nunca achei que iria precisar de uma armadura. Quando o vento fica mais frio e a noite chega eu olho pela janela e posso ver toda a melancolia que cobre todas as casas, fecho os olhos e me vejo cavalgando em um corcel negro e veloz. Ele me faz tão bem, esse corcel, parace me levar para longe de todas as coisas das quais eu nunca pensei em conhecer, ele me faz parecer livre de um jeito que eu nunca me senti antes, ele me leva para longe da minha racionalidade comprada, ele me leva para longe, e é para lá que eu quero ir.
08 quarta-feira set 2010
Posted in devaneios.
Quando o seu ponto de vista não estiver mais embaçado por tudo aquilo que o coagiu e parecia certo para você, pode se dizer que, agora sim, você está livre para começar a pensar sobre se libertar. Não digo que é um exercício fácil, por que no meio de tantas mentiras que trazem segurança para as nossas vidas moderninhas, é difícil abrir mão dessas e depois se encontrar num vórtice de verdades ou meias verdades que não te levaram a lugar nenhum, mas ai você passa a questionar se você TEM mesmo que chegar em algum lugar. Por fim, tudo vira novas questões e que agora que você pode pensar realmente, fica mais fácil de encontrar as respostas. Pense por você, não deixe que ninguém faça isso no seu lugar.
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Pensamentos complicados para dar um sopro de vida pra esse brog.
18 terça-feira mai 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Uma bomba com destino marcado,
um destino marcado pela bomba.
Um beijo para minha mãe, pro meu pai e para Alá.
A bomba tem meu nome, a bomba é para mim.
Com letras tortas ela vem na minha direção,
Na minha direção.
—
Um artigo num jornal marca:
o número de mortos, o número de barris de petróleo,
o número de ações que despencam – marca o superficial.
A marca dentro de mim é maior, é maior que a queda bolsa,
a marca é viscosa e fétida.
—
Meu amigo diz que o pai dele morreu, meu amigo diz que o pai
dele foi à guerra ( Meu pai foi à guerra foi, não foi).
—
Bianca Landim Moreira
Achei esses trechos de alguma coisa que eu tinha escrito faz um bom tempo, sempre quis achar eles. Com certeza era por que eles significam algo pra mim. Assim como a Dercy, esse blog AINDA VIVE.
13 terça-feira abr 2010
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“O principal é não mentir. Quem mente para si mesmo e dá ouvido à sua própria mentira chega a tal extremo que não consegue ver nenhuma verdade em si ou naqueles que o rodeiam e, por conseguinte, perde completamente o respeito por si e pelos outros. (…) Quem mente a si próprio pode ser o primeiro a ofender-se. Às vezes, é tão agradável uma pessoa se ofender, não é verdade? O indivíduo sabe que ninguém o injuriou, que tudo não passa de simples invenção, que ele próprio mentiu e exagerou apenas para criar um quadro, para fazer de um grão uma montanha – sabe tudo e, no entanto, se ofende. Ofende-se a ponto se sentir prazer na ofensa e, desse modo, atinge o verdadeiro ódio… Levanta-se; eu lhe peço. Queira sentar-se. Afinal, tudo isso são também gestos falsos…”
- Fyodor Dostoevsky
27 sábado mar 2010
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Fosse eu viver com ela, morrer com ela ou viver sem ela, sabia que nada voltaria a ser como era antes. Preciso sair do Leith, sair da Escócia. Pra sempre. Agora mesmo, não apenas passar seis meses em Londres. As limitações e a feiúra desse lugar tinham sido expostas pra mim, e eu nunca mais o veria com os mesmos olhos. (Irvine Welsh, Trainspotting)
25 quinta-feira fev 2010
Posted in devaneios., introspecção.
Quando eu nasci meu pai tentou me matar, me afogou nas suas frustrações. Eu sobrevivi por que a minha mãe ouviu o meu choro abafado na sua tristeza. Foi assim que eu vim pro mundo. Desde então meu pai tentar camuflar aquele crime, mas a cada centímetro que eu crescia essa camuflagem se tornava mais frágil e todas as evidências daquele ódio apareciam e me machucavam. Essa dor que eu sinto hoje é incontrolável, e eu desejo desde o dia que eu me conheço por gente ter morrido afogada por ele. Quem sabe assim ele não seria uma pessoa mais feliz, por que eu acho bem difícil e triste conviver com um crime mal sucedido.
23 terça-feira fev 2010
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Eu podia ver você do outro lado do mar, eu podia ver aquela sombra. No dia mais quente do ano, com aquela água quente. Eu podia ouvi-lo. As ondas quebravam e eu as contava. Eu podia ouvi-lo. A saudade era grande, podia ser apenas uma ilusão, mas eu tinha certeza que era você. Eu sorri pro sol mais quente do ano e agradeci.
14 quinta-feira jan 2010
Posted in introspecção.
Diálogo (13/01/2010)
Ela me diz
Obrigada pela companhia
Eu que a agradeço
Obrigado por existir
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primeiro post do agora co-autor da página
;D