Eu não preciso de nada.
Daquele momento em diante, aquele que você soprava vida em mim. Eu não precisei de mais nada.
Todos os dias, aquele sorriso.
Preciso de nada eu, nem mais ciso tinhas eu.
***
is a warm gun, yeeeaahhh!
Eu não preciso de nada.
Daquele momento em diante, aquele que você soprava vida em mim. Eu não precisei de mais nada.
Todos os dias, aquele sorriso.
Preciso de nada eu, nem mais ciso tinhas eu.
***
is a warm gun, yeeeaahhh!
Diálogo (13/01/2010)
Ela me diz
Obrigada pela companhia
Eu que a agradeço
Obrigado por existir
_________________________________________
primeiro post do agora co-autor da página
;D
[...]
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus…
Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome…
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle…
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?
[...]
Salve, salve Adriana Calcanhotto.
Eu andei de mãos dadas com ela, fomos até aquele quarto e ela se entregou. Os seus cabelos batiam nos meus ombros, faziam cócegas. Ela sorria durante todo tempo, parecia feliz. Eu tinha que deixar aquela menina, eu sabia disso. Ela não era minha, nada é meu. Mas não agora, não com aquele sorriso, não agora.
Eu andei de mãos dadas com ela, fomos naquele lugar. Naquele que você já foi com tantas. Novamente aquele sorriso, quando eu parava de beija-la e olhava para o seu rosto de baixo para cima eu via aquele sorriso. As nuvens se abriram para deixar o sol passar, por que já estava na hora da chuva parar. Já estava na hora de parar de chover, aqui dentro e lá fora. Mais uma vez eu me lembrei que eu tinha que deixa-la, mais uma vez eu senti falta do seu sorriso mesmo tendo ele ali, bem perto de mim.
Talvez isso seja mais um drama, aqueles escritos quando não se acredita mais nos meninos, nas meninas, nos dias de sol, nos dias que se acorda de bom humor e nas promessas de que tudo vai ficar bem. Talvez eu não tenha que te deixar ou talvez tudo que acontece entre nós seja apenas por que estamos perdidos nessa maré de sentimentos.
Sigo cantando “Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais” e chutando uma pedra pela rua.
municão
por mais de um dia,
menos de uma hora.
mais fácil mudar só o que preciso.
não sei se me devo, não sei se te devo.
acho que outra explicação,
não faz o gênero do meu pensamento.
afinal eu me acabo sempre por tentar me enganar.
eu me entreguei, me deixei levar.
por pouco tempo eu soube o que era preciso.
não há lembranças nem cobranças, só me faça acreditar.
acreditar que aquele tempo a tinta era mais forte,
acreditar que pra ter sentimentos é preciso sentir dor.
o que vivi você viveu também.
as respostas das perguntas estão apenas por aí,
basta viver e deixar viver.
no fim das contas,
tudo é apenas como é.
céu rasgado, rua com buracos, pá com furo:
tudo é apenas como é.
nossa voz arma engatilhada,
nosso pensamento munição.
Por Alexandre Martuscelli e Bianca Landim (Guararaquara, é nóis)
Bom, eu tinha já pulado essa minha pauta mental sobre a publicidade infantil. Mas duas coisas fizeram isso vir a tona mais uma vez, a primeira coisa foi um comentário de uma amiga minha quando nós estávamos conversando sobre a faculdade dela, publicidade e propaganda e ela me disse em tom de réplica que o que ela queria não era ganhar dinheiro manipulando os outros através da publicidade, mas sim estudar para fazer da publicidade uma coisa mais ética. Achei válido, ela me espantou e eu me calei. Tava na hora. Outra coisa que me trouxe a lembrança desse assunto foi um e-mail com um post no blog do Nassif, e quem quiser ler o post vale a pena – http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/28/a-publicidade-infantil-2/comment-page-1/#comment-886383 . Outra coisa que vale a pena, e tudo vale a pena é assinar esse manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mecadológica dirigida ao público infantil – http://www.publicidadeinfantilnao.org.br/ .
Quero um ano novo, cansei.
“E o mais belo triunfo da fraternidade não seja talvez amar somente a pessoa, mas a liberdade de seu próximo, e de encontrar na liberdade de todos, não uma negação e tampouco um limite, mas ao contrário, a confirmação e a extensão ao infinito da própria liberdade”
Bakunin
Porque eu almocei meu pai é a novela do período Pleistoceno, é a história detalhada da evolução, das pequenas descobertas, das grandes descobertas e dos costumes que estão até hoje presentes na nossa sociedade.
Ernest é o narrador dessa história, tudo é relatado com o seu olhar analítico e filosófico. Um incêndio na floresta é o motivo principal que irá dar início a um confronto ideológico com o seu pai, Edward. Este é um visionário, determinado a ser um fator importante na escala da evolução e possui o sentimento de responsabilidade por levar a sua espécie do Pleistoceno ao Homo Sapiens. Os irmãos de Ernest seguem as idéias do pai, dentre muitas a entrada no mundo da exogamia. Com esta, a horda realiza contato com outras hordas menos desenvolvidas, e Edward se sente obrigado a levar a sua tecnologia a essas hordas. Mas os seus filhos não concordam, pois tem medo do que possa ocorrer se essa tecnologia cair em mãos erradas. A partir desse confronto, desencadeia-se uma ação necessária para um fim trágico, porém necessário.
Roy Lewis exibe maestria ao escrever esse livro, pois ele é capaz de situar o leitor na África de dois milhões de anos atrás como se estivesse relatando uma história contemporânea. O livro contém uma leitura leve e divertida, e ao mesmo tempo instiga o pensamento científico no leitor, assim como Edward faz com a sua família. Lewis também reescreve a história do Genesis, e coloca Adão e Eva de lado para dar lugar aos nossos supostos descendentes, os macacos.
**
Eu sinto que poderia ter ficado melhor ou MUITO melhor.
Os ventos daqui parecem que querem dizer algo, sussurram entre as fendas da janela. Realmente há algo que deve ser dito. Algo sobre mim, algo sobre nós. Hoje eu voltei aquela fita que mostrava o nosso último carnaval, os ventos daquele dia diziam que eu podia ser feliz, os ventos daquela cidade me diziam que eu podia ser feliz. Mas agora parece que tudo mudou. Mais uma vez.
As douze horas de sono não parecem suficientes quando não se quer mais levantar da cama, pode parecer ingratidão com a vida e com a tal da saúde, mas não há muita coisa que se possa fazer com elas nesse momento. Douze horas na cama. Durante o dia não há vento, só um bafo quente e sufocante, e quando chega o final da tarde o céu se tinge de rosa e laranja pra demonstrar certa felicidade. Teclas batendo, olhos vidrados na aparente vida melhor. No fundo eu não sinto mais nada, por ninguém e por nada. Essa é a triste verdade sobre mim, sobre nós, sobre o que eu sou, sobre o que eu fui e sobre o nada.
Se a perguntar foi se eu me sinto bem, a resposta é “não sei”. Divirtam-se.
Pergunto qual das duas – a vida civil ou a natural – é mais suscetível de tornar-se insuportável. À nossa volta vemos quase somente pessoas que lamentam de sua existência, inúmeras até que dela se privam assim que podem…Pergunto se algum dia se ouviu dizer que um selvagem em liberdade pensa em lamentar-se da vida e querer morrer. Que se julgue pois, com menos orgulho, de que lado está a verdadeira miséria. (1775/1987:251)
Rosseau.