Diálogo (13/01/2010)
Ela me diz
Obrigada pela companhia
Eu que a agradeço
Obrigado por existir
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primeiro post do agora co-autor da página
;D
14 quinta-feira jan 2010
Posted in introspecção.
Diálogo (13/01/2010)
Ela me diz
Obrigada pela companhia
Eu que a agradeço
Obrigado por existir
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10 domingo jan 2010
Posted in devaneios.
Eu andei de mãos dadas com ela, fomos até aquele quarto e ela se entregou. Os seus cabelos batiam nos meus ombros, faziam cócegas. Ela sorria durante todo tempo, parecia feliz. Eu tinha que deixar aquela menina, eu sabia disso. Ela não era minha, nada é meu. Mas não agora, não com aquele sorriso, não agora.
Eu andei de mãos dadas com ela, fomos naquele lugar. Naquele que você já foi com tantas. Novamente aquele sorriso, quando eu parava de beija-la e olhava para o seu rosto de baixo para cima eu via aquele sorriso. As nuvens se abriram para deixar o sol passar, por que já estava na hora da chuva parar. Já estava na hora de parar de chover, aqui dentro e lá fora. Mais uma vez eu me lembrei que eu tinha que deixa-la, mais uma vez eu senti falta do seu sorriso mesmo tendo ele ali, bem perto de mim.
Talvez isso seja mais um drama, aqueles escritos quando não se acredita mais nos meninos, nas meninas, nos dias de sol, nos dias que se acorda de bom humor e nas promessas de que tudo vai ficar bem. Talvez eu não tenha que te deixar ou talvez tudo que acontece entre nós seja apenas por que estamos perdidos nessa maré de sentimentos.
Sigo cantando “Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais” e chutando uma pedra pela rua.
09 sábado jan 2010
Posted in devaneios.
municão
por mais de um dia,
menos de uma hora.
mais fácil mudar só o que preciso.
não sei se me devo, não sei se te devo.
acho que outra explicação,
não faz o gênero do meu pensamento.
afinal eu me acabo sempre por tentar me enganar.
eu me entreguei, me deixei levar.
por pouco tempo eu soube o que era preciso.
não há lembranças nem cobranças, só me faça acreditar.
acreditar que aquele tempo a tinta era mais forte,
acreditar que pra ter sentimentos é preciso sentir dor.
o que vivi você viveu também.
as respostas das perguntas estão apenas por aí,
basta viver e deixar viver.
no fim das contas,
tudo é apenas como é.
céu rasgado, rua com buracos, pá com furo:
tudo é apenas como é.
nossa voz arma engatilhada,
nosso pensamento munição.
Por Alexandre Martuscelli e Bianca Landim (Guararaquara, é nóis)