Quando eu nasci meu pai tentou me matar, me afogou nas suas frustrações. Eu sobrevivi por que a minha mãe ouviu o meu choro abafado na sua tristeza. Foi assim que eu vim pro mundo. Desde então meu pai tentar camuflar aquele crime, mas a cada centímetro que eu crescia essa camuflagem se tornava mais frágil e todas as evidências daquele ódio apareciam e me machucavam. Essa dor que eu sinto hoje é incontrolável, e eu desejo desde o dia que eu me conheço por gente ter morrido afogada por ele. Quem sabe assim ele não seria uma pessoa mais feliz, por que eu acho bem difícil e triste conviver com um crime mal sucedido.
Aquilo que me mata todos os dias.
25 quinta-feira fev 2010
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