[...]Tenho a impressão de que, nove vezes em dez, estarei diante de balões cheios de vento, sem consciência das responsabilidades que assumem e embriagados de sensações românticas. Sob uma ótica humana, isso não me interessa muito, nem me comove absolutamente. Por outro lado, perturbo-me muito profundamente, diante da atitude de um homem maduro-seja velho ou jovem-que se sente, de fato e com toda a alma, responsável pelas consequências de seus atos e que, praticando a ética da responsabilidade, chega em determinado momento, a declarar: “Não posso agir de outro modo; paro por aqui”. Uma atitude dessa é autenticamente humana e é comovedora. Qualquer um de nós, que não tenha ainda a alma totalmente morta, poderá vir a encontrar-se nessa situação. Dessa forma, vemos que a ética da convicção e a ética da responsabilidade não se contrapõem, mas se complementam e, juntas, formam o homem autêntico, ou seja, um homem que pode aspirar à “vocação política”.
Maximillian Carl Emil Weber